Às vésperas da 39ª Assembleia Geral dos Cristãos Leigos e Leigas, a presidente do CNLB apresenta os desafios para atuação do laicato no Brasil

 

Às vésperas da 39ª Assembleia Geral dos Cristãos Leigos, que se realizará de 3 a 5 de junho de modo virtual, a presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), Sônia Gomes de Oliveira, falou ao Portal da CNBB sobre os desafios da atuação do laicato na Igreja no país.

De acordo com ela, se a realidade for considerada à luz do Documento nº 105 da CNBB, cujo título é “Cristãos leigos e legas na Igreja e na Sociedade”, é possível perceber recuos.  Ela destaca que o primeiro desafio, voltado mais para dentro da Igreja,  trata-se de os cristãos leigos entenderem a sua vocação e missão.

“Ainda não conseguimos entender que temos uma contribuição grande a dar na Igreja e na sociedade. Muitas vezes omitimos a nossa vocação para atuar em ambientes que somos chamados e nos quais deveríamos ser testemunhas de Jesus Cristo”, disse.

Um outro grande desafio apontado pela presidente do CNLB se refere à pandemia da Covid-19 e os problemas sociais e econômicos decorrentes de seu avanço no país que, segundo ela, estavam ainda velados e agora se revelam contra a vida e o ser humano, como a pobreza, a fome, a migração, o desemprego, a violência e  fragilidade da democracia brasileira.

“Como laicato, somos desafiados a atuar numa rede de solidariedade, como já temos feito. Mas não podemos parar aí, temos que garantir políticas públicas, a defesa do Sistema Único de Saúde e do emprego. É nosso papel atuar na linha de frente nesta missão”, apontou.

A defesa da Casa Comum é outro desafio apontado por Sônia. “O Papa Francisco tem nos provocado para entender que tudo está interligado”, disse. Para ela, a defesa da Casa Comum não se resume apenas à Amazônia e aos povos do bioma, mas a toda a vida, povos, comunidades e biomas do Brasil e do mundo.

Ela defende que a vida humana depende muito de um novo modo de se relacionar com os bens naturais, no qual o  consumo não seja colocado com um valor acima da natureza e da vida humana. “Como batizados, nós leigas e leigos somos chamados a vivenciar e somos desafiados a cuidar e a testemunhar esta missão”, disse.

Para a presidente do CNLB, o sacramento da Eucaristia, vivenciado como o pão partido, precisa arder nos corações dos cristãos leigos e leigas para que possam sentir e assumir estes desafios. Ela aponta a que escolha por iniciar a 39ª Assembleia Geral dos Cristãos Leigos no próximo dia 3 de junho, em Corpus Christi, é um chamado  a este compromisso.

 
fonte: https://www.cnlb.org.br/?p=7996

 

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