A Igreja Católica e os Movimentos Sociais do Campo: a Teologia da Libertação e o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra

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  • Data de Criação 6 de março de 2020
  • Ultima Atualização 6 de março de 2020

A Igreja Católica e os Movimentos Sociais do Campo: a Teologia da Libertação e o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra

As relações entre religião, ideologia e organização social camponesa têm sido objeto de estudo da sociologia contemporânea. Constitui parte dos estudos sociológicos a recuperação da história das lutas camponesas motivadas e impulsionadas por motivações religiosas, assim como o papel que as religiões desempenham no conformismo e na conformação de novas éticas, como se encontra no clássico trabalho de Max Weber acerca da ética protestante no início do capitalismo.

Quase sempre vinculada ao poder dominante, as igrejas buscaram adequar os sujeitos sociais às normas das sociedades nas quais eles se encontravam. Mas, contraditoriamente, ao longo da história, são diversos os movimentos de cunho religioso que se engajaram nas lutas pela terra e pelo direito ao trabalho humano com dignidade.

Nas últimas décadas, tivemos, na América Latina, o fenômeno da Teologia da Libertação, um movimento religioso muito vinculado às lutas populares e que buscou, nas análises socialistas, especialmente no marxismo, o escopo material para as suas análises sociais e econômicas. Esse movimento ganhou força nas organizações populares do campo e esteve na origem do mais importante movimento social do Brasil nos últimos vinte anos: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Porém, desde os anos noventa, uma nova leva conservadora fez com que a Teologia da Libertação recuasse e que outros movimentos ganhassem espaços nas organizações religiosas. Nesse sentido, assistimos ao crescimento de Igrejas Pentecostais Evangélicas, hegemonicamente vinculadas à dimensão espiritual e pouco preocupadas com as lutas políticas comprometidas com a transformação social. Do mesmo modo, na Igreja Católica, há um forte movimento de encontro com as práticas evangélicas referidas acima, no movimento denominado carismático, ao lado do fortalecimento hierárquico da Opus Dei, dentre outros movimentos de cunho conservador.

Mas, mesmo nesse contexto, ainda assistimos ao apoio de diversos religiosos e de parte das igrejas às lutas populares, assim como assistimos ao avanço do MST em suas lutas, mesmo com a crise da Teologia da Libertação e da idéia socialista, tão presentes na história desse movimento social.

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