Carta Pastoral nos 50 anos da primeira carta Pastoral de Pedro Casaldáliga

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  • Data de Criação 13 de outubro de 2021
  • Ultima Atualização 13 de outubro de 2021

Carta Pastoral nos 50 anos da primeira carta Pastoral de Pedro Casaldáliga

Prelazia de São Félix do Araguaia - MT

Em meio à pandemia que no Brasil já matou mais de 600 mil pessoas até hoje, dentre as quais, muitas lideranças de nossas comunidades e pessoas que trabalharam como agentes de pastoral desta Igreja Local, a Prelazia quer emitir sua palavra na realidade atual de nosso povo, de nossas comunidades, alicerçada na Palavra de Deus e no testemunho de irmãos e irmãs que nos precederam nesta caminhada aqui entre o Araguaia e o Xingu.
A Prelazia de São Félix do Araguaia foi instituída pelo Papa Paulo VI, em 1969, através da bula Quo Commodius. Nasce à luz do Concílio Vaticano II (1962 a 1965) e inspirada na Conferência Episcopal de Medellín (1968) e confirmada por Puebla (1979), tornando-se uma igreja dos pobres, tendo as Comunidades Eclesiais de Base como o novo jeito de toda a Igreja ser, formando comunidades de oração, ação e vivência em todos os núcleos populacionais do território da Prelazia.
Seu primeiro bispo, Pedro Casaldáliga, ao chegar ao território, deparou-se com uma realidade de graves problemas sociais, políticos, econômicos e de diversas violações de Direitos Humanos básicos. No ato de sua ordenação episcopal, em 1971, fez conhecer ao Brasil e ao mundo a triste realidade do povo do qual agora era pastor, através da Carta Pastoral “Uma Igreja da Amazônia em Conflito com o Latifúndio e a Marginalização Social”. Esse escrito teve grande repercussão não só no Brasil, também foi divulgado na América Latina e em vários outros países. Trata-se não só de denúncia, mas de um programa pastoral com clara opção pelos pobres. Neste ano de 2021, a carta de Pedro está completando 50 anos. Para celebrá-la, fazer conhecer como a Prelazia enfrentou a realidade descrita na Carta, quais foram os avanços e como está a realidade local neste momento histórico, os agentes de pastoral, junto ao seu bispo Dom Adriano Ciocca Vasino, decidiram publicar esta carta.
Este escrito é uma Carta Pastoral, deve ser lido como um escrito eclesiológico, pois se trata de como esta Igreja Particular lê a sua história, vê a realidade na qual está inserida, escuta o grito que sobe desta realidade, a lê a partir do Evangelho de Jesus e atua, apesar das perseguições que tem sofrido.