Educação, direitos humanos, tolerância e paz

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  • Data de Criação 6 de março de 2020
  • Ultima Atualização 6 de março de 2020

Educação, direitos humanos, tolerância e paz

O Século XX legou à humanidade, como acontecimentos terríveis, a barbárie do Holocausto e o horror de Hiroshima e Nagasaki. Duas faces da mesma moeda - o conflito que agitava o planeta naquele momento - são a mostra de como a humanidade pode gerar a autodestruição, sobretudo valendo-se do trabalho científico e de seus produtos. Vindo de um longo caminho histórico de busca de construção de um organismo mediador do entendimento entre diferentes países, a criação da Organização das Nações Unidas, em 1945, expressou, com a Carta de São Francisco, o reconhecimento da dependência mútua e da necessidade impostergável de uma ação conjunta de diferentes povos. Na seqüência, a pro-clamação, em 10 de dezembro de 1948, pela Assembléia Geral da ONU, em Nova York, da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi mais um gesto na mesma direção.

Vale, contudo, observar a dinâmica histórica presente na delicada construção de entrelaçamento dos dois eventos, por intermédio da diferenciação e complementaridade dos focos. Se a criação da ONU destacava a importância de proteger os Estados, a DUDH explicitava o reconhecimento do caráter insubstituível de cada indivíduo para a espécie humana. Na ONU, a disposição para a negociação, ine vitável para a atuação coletiva fundada no respeito e ação em concerto1. Na Declaração, a intransigência na proteção dos direitos fundamentais de todo e cada ser humano. Em ambas, a intenção de construção de uma herança universal para a humanidade.

Contudo, no tão esperado início do Século XXI, começo de século e milênio, a humanidade deparou-se com a perplexidade do 11 de setembro, data transformada em substantivo. Se é certo que há muito estudo ainda por se fazer em relação ao tema, gesto de terrorismo a ser para sempre repudiado, é também inegável que ali se expressou o máximo do tensionamento que seria possível haver entre duas cosmovisões. É a visão de um Outro que se apresenta tão inapreensível e tão irredutível ao que se conhece, que provoca o gesto de anulação. Mais ainda, já se anunciava no horizonte, havia tempos, o questionamento do universal proposto na DUDH, de múltiplas formas.

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