Manual da CUT de Segurança Preventiva para Militantes

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  • Data de Criação 1 de junho de 2021
  • Ultima Atualização 1 de junho de 2021

Manual da CUT de Segurança Preventiva para Militantes

Depois da fecunda análise sobre a origem, composição e atuação das forças de direita e de extrema direita na repressão a movimentos e militantes de direitos humanos, abordagem do livro recentemente lançado pela Secretaria de Políticas e Sociais e Direitos Humanos da CUT, em parceria com o Solidarity Center, o projeto disponibiliza agora o Manual de Segurança Preventiva para Militantes, uma leitura obrigatória para dirigentes e militantes do movimento sindical e de movimentos populares.

Trata-se de uma iniciativa visando contribuir para o desenvolvimento de uma cultura da segurança em nossas entidades e em manifestações públicas, processo que envolve, num primeiro momento, o conhecimento de como agem as forças de repressão do Estado, em nome do monopólio da violência, e como agem também outras forças, fora do aparelho estatal, como as milícias, geralmente em conluio ou com a complacência da repressão oficial.

Elas têm método e disciplina, aperfeiçoados em centros de formação ou na ação direta, aprendizado feito com polícias militares e com forças paramilitares ou com a tradição secular de coerção e violência ainda vigentes em rincões distantes do Brasil rural.

Em muitas regiões, o poder do Estado ainda não atravessa a porteira de grandes propriedades rurais, da mesma forma como as milícias agem impune e cruelmente nos territórios que controlam.

Como resultado dessa ação repressiva, a céu aberto ou na calada da noite, foram assassinados inúmeros militantes, como Margarida Maria Alves, Dorothy Stang e Marielle Franco. A todas e todos, nossa homenagem.

Este Manual aponta, com propriedade, que nem todas as situações de risco contêm ameaça extrema, mas não dá para baixar a guarda, especialmente no contexto em que vivemos, de um governo autoritário, cujo presidente já expressou o propósito de eliminar as forças de esquerda.

Com igual propriedade, o texto indica o que deve e pode ser feito por iniciativa do próprio militante e o que depende de uma ação coordenada e planejada para assegurar a proteção e a segurança coletivas.

Elaborado com a colaboração de especialistas em segurança, suas orientações são embasadas em trabalhos e pesquisas desenvolvidas por várias organizações de defesa dos direitos humanos, de movimentos populares nacionais e internacionais, e por órgãos públicos, como Secretarias de Segurança Pública, por exemplo, e empresas de segurança privada.

Como é afirmado no texto, “uma cultura de segurança preventiva será eficaz a partir do momento em que integrar a vida da militância de uma forma geral, compondo, inclusive, a sua ideologia”.

Com certeza, é um Manual para servir de orientação para a ação do/a militante no cotidiano e ser usado como referência em cursos de formação

Jandyra Uehara - Secretária de Políticas Sociais e Direitos Humanos da CUT

Sérgio Nobre - Presidente da CUT

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