O Concílio Vaticano II, o MOBON e as comunidades rurais: um estudo sobre a práxis comunicativa entre missionários e grupos católicos leigos

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  • Data de Criação 6 de março de 2020
  • Ultima Atualização 6 de março de 2020

O Concílio Vaticano II, o MOBON e as comunidades rurais: um estudo sobre a práxis comunicativa entre missionários e grupos católicos leigos

Esse artigo contém reflexões sobre o processo de atuação do Movimento da Boa Nova (Mobon) em comunidades rurais da Zona da Mata. Esse movimento católico foi formado e influenciado pelo Concílio Vaticano II e desenvolveu cursos com o propósito de formar comunidades e lideranças católicas para expandir os ideais do Mobon; dessa forma, os leigos tinham papel relevante no movimento. No processo de formação dos leigos e consolidação do movimento, a práxis comunicativa dos missionários, com a utilização de metáforas e representações simbólicas do mundo rural, ocupou lugar de profunda importância.

O Mobon tem sede no município de Dom Cavati/MG, circunscrito à diocese de Caratinga/MG. Esse movimento emergiu em fins da década de 1960, sua sede foi inaugurada em 1979 e continua em funcionamento, com capacidade para receber duzentos católicos leigos, que nela se hospedam por três dias para participarem dos cursos de evangelização. Esses cursos têm como títulos Preparação para Semana Santa; Curso de Natal; Religião e Política; Campanha da Fraternidade, dentre outros. Os temas dos cursos podem variar em função da demanda dos leigos, dos interesses dos missionários, de um pedido do bispo etc. Há processos sociais de negociação entre os grupos católicos, que tanto podem promover novos cursos como possibilitar que outros não sejam mais ministrados.

O Mobon foi formado com o apoio de padres e do bispo da diocese de Caratinga e desde sua fundação tem à frente dois missionários religiosos sacramentinos: Alípio Jacinto da Costa e João da Silva Resende. Os missionários vivem na casa de cursos por certo período do ano e se dedicam a viajar por localidades que demandem cursos e manifestem interesse com relação à presença dos mesmos para a evangelização. Assim, os cursos são ministrados tanto na sede do movimento como em diversas outras paróquias e dioceses.

O texto se inicia com a apresentação da influência do Concílio Vaticano II (1962-1965) para o surgimento do Mobon, onde serão ressaltados processos de transformação desencadeados pelo concílio, que repercutiram nas concepções e práticas religiosas dos missionários fundadores do movimento e trouxeram mudanças também para os grupos católicos leigos. Em seguida, abordaremos a formação de comunidades empreendida pelo Mobon e a influência desse procedimento na vivência dos grupos católicos.

No tópico posterior será ressaltado o processo de aproximação dos missionários do Mobon com o Padre Gwenael, da Zona da Mata Mineira, que possibilitou a atuação dos missionários junto aos leigos das comunidades rurais daquela região. Em seguida, serão observadas estratégias de comunicação entre os missionários do movimento e os grupos comunitários daquela localidade. Por fim, problematizaremos essa relação e serão apresentadas as considerações finais do trabalho.

 

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