Notas Públicas

    CONIC

     
    Um grupo de traficantes do Rio está aproveitando as fragilidades trazidas pelo coronavírus, tanto do ponto de vista social, quanto do econômico, mas também de segurança pública, para criar o “Complexo de Israel”. A quadrilha, que utiliza símbolos ligados ao Estado de Israel, além de colocar medo nos moradores, tenta impor sua própria visão de fé, inclusive banindo símbolos de outras religiões.
     
    Na favela Cinco Bocas, por exemplo, os moradores mais velhos conhecem a região como a Vila Santa Edwiges, uma referência à imagem da santa instalada na quadra da comunidade. Mas quem vive ali diz que comparsas de Álvaro Rosa, o Peixão, arrancaram e destruíram a imagem. O local onde a santa ficava está vazio.
     
    Peixão, aliás, se intitula entre os criminosos como Arão, irmão de Moisés, da Bíblia. Seu braço direito no crime é Jeremias. E chama sua quadrilha de “Tropa do Arão”. 
     
    Peixão já responde na Justiça por um ataque a um terreiro de candomblé, em abril de 2019, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O templo ficou destruído. O babalorixá e os filhos de santo foram expulsos da casa. No muro, os criminosos deixaram uma mensagem: “Jesus é o dono do lugar”.
     
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